quinta-feira, 3 de abril de 2008

A verdade

Insiro-me na metafísica do culto
Através da preversão do sacerdote
Compro a tão desejada verdade
Mas o que é a verdade?
É o tal amor escondido no oculto?

Quando o meu Fédon se questiona
A que se predestina a vida do Homem
Encontro a soberba pretensão do Anticristo
O niilismo e o dogma aliam-se
Para servir o pequeno deus do homem

Quanto mais me consumo em busca da verdade
sinto-me enojado da servidão à fé
O Homem tem de sofrer, martirizar-se
pois o perfeito ente criado pela rectidão
castiga, faz sofrer aquele que se ama a si

O saber, o conhecimento, a leitura
batalha para a pobre verdade
O dogma enraiza-se na fraca mente
Simplesmente o Homem tem de ter a doença
para alcançar a mentira da plenitude

1 comentário:

Luis Leal disse...

tão filosóficos os teus poemas...
noto em ti uma constante pergunta do sentido da vida.
escrever e conquistar o amor dessa mulher que invocas num poema e ela se anuncia no comentário ao mesmo é um bom motivo para se viver.