segunda-feira, 24 de março de 2008

O deus

Deleitado neste cadeirão burocrático
Vejo como um deus as pequenas almas
Vagueando o destino através desse caminho;
Talvez almas maiores que a deste deus

Quanto mais vagueio por páginas do pensamento
em procura ao vácuo que se instala neste poço
mais descubro o quão pequeno este deus é;
Já nem é capaz de responder a si próprio

Ao ver simples flores dançando ao sol
Sem se interrogarem sobre a sua condição
desejo, como o deus, saber cada vez menos;
"A dor de pensar" consome-nos insensatamente

Vou caminhando no seu próprio trilho
No ontem ficou o verdadeiro conhecimento
Pois não mergulhava na maldita questão do ser;
O deus resumia-se à sua riqueza do desconhecido

Esse poço que é verdadeiramente caótico
Através da interrogação idiota e persistente
Leva à cansada vírgula maníaca do saber;
Quanto mais sabe menor é a perfeição do deus

2 comentários:

Margarida disse...

mt fixe ;)

nunca pensei q tivesses esta veia artistica... sendo tu quem es ;P

fica bem

Anónimo disse...

...Sapo Cocas...
Grande texto vindo de um grande poeta!